O Fiat 127 foi lançado em 1971 na Europa, sendo no ano seguinte eleito carro do ano pelos jornalistas europeus. Considerado um supermini tinha 3,59 metros de comprimento, 1,53 de largura, 1,37 de altura e 2,3 de distância entre eixos.O Fiat 127 europeu era proposto com duas motorizações: uma de 900cc de cilindrada e outra de 1050cc de cilindrada. De início, foi apenas produzido numa versão de 2 portas, em que a tampa da bagageira não incorporava o vidro traseiro, sendo apresentada ao público a versão de 3 portas em 1972.Em 1975 foi o carro mais vendido na Europa, batendo assim os seus concorrentes, como por exemplo Volkswagen Polo, Renault 5 e até mesmo os mais populares Volkswagen Fusca e Citroën 2CV. A primeira reestilização foi em 1977 tornando o 127 mais moderno e “redondo”. E em Novembro de 1981 veio a sua última renovação visual. Apesar de, em 1983 ter sido introduzido o seu presumível sucessor o Uno, a produção do 127 só cessou em 1987, com um total de 3,8 milhões de unidades produzidas.O Fiat 127 foi também produzido pela espanhola Seat a partir de 1972 com a designação de Seat 127, sendo este exatamente igual ao seu irmão Fiat, nas versões de 2 e 3 portas, às quais foram acrescentadas duas novas versões de 4 e 5 portas, em que a única diferença, para além das portas adicionais, era o portão do porta bagagens.

Projetado de acordo com os conceitos estilísticos da década de 70, a “ressurreição do Fiat 127” foi um projeto desenvolvido pelo designer David Obendorfer, que tentou unir o estilo usado no passado ao um conceito mais moderno.O Fiat 127 foi lançado na Europa em 1971 e serviu de base para a produção do clássico Fiat 147, que percorreu, em grande volume, as principais ruas e avenidas brasileiras entre 1976 e 1986. Este modelo de carro foi considerado um dos mais inovadores nos anos 70, por ter um estilo simples. As soluções aplicadas por Obendorfer, tais como um gadget de toque multifuncional no centro do painel, ampliada em tamanho em relação ao modelo original, foram baseadas no conceito do Fiat Punto.

O Fiat 147 foi um modelo de automóvel produzido pela Fiat do Brasil entre 1976 e 1986 baseado no 127 italiano.Primeiro carro produzido pela Fiat do Brasil que abria sua fábrica em Betim (MG), o 147 trazia novo conceito em tecnologia, aproveitamento de espaço e em tempos de crise do petróleo atendia um mercado que exigia um carro econômico, e para provar esse aspecto num de seus comerciais de lançamento, a Fiat exibiu um 147 L atravessando a ponte Rio-Niterói (14 km) com apenas 1l de gasolina. Foi oferecido primeiramente na versão L e GL de motor 1050 e 55cv, posteriormente ganhou versões mais requintadas com motor 1300 61cv; A GlS e o esportivo “Rallye”, houve também uma série especial chamada “TOP”.Em seus quinze anos de produção o Fiat 147 passou por duas reestilizações, sem grandes mudanças na carroceria. Na primeira reestilização ganhou uma frente mais baixa
com faróis e grade inclinados, no estilo que a marca chamou “Europa” em 1980 e, mais tarde, em 1983, a segunda que foi chamada Spazio, incorporando para-choques de plástico envolventes no estilo alusivo a modelos contemporâneos da marca como o Fiat Ritmo e o lançamento do ano seguinte Fiat Uno. O Spazio foi oferecido nas versões CL, CLS e o esportivo TR substituindo o “147 Rallye”, tinha câmbio opcional de 5 marchas.Teve uma versão picape lançada em 1978, a princípio chamada de Fiat 147 Pick-up. Em 1982, ganhou plataforma igual a da Panorama e passou a se chamar Fiat Fiorino. Na mesma época, foi lançado a versão furgão, que é produzido até hoje, na plataforma do Uno. A perua Fiat Panorama, foi lançada em 1980 e a versão sedã, Fiat Oggi, em 1983. Essas versões tiveram vida curta (apenas até 1986). A versão Hatchback do 147 saiu de linha no Brasil em 1986 sendo substituída pelo Uno, embora o Spazio continuasse sendo montado para exportação até 1993, e o ferramental de produção foi em parte transferido para a Argentina, onde foi montado até 1996. As versões pick-up e furgão (Fiorino) foram substituídos pela plataforma do Fiat Uno em 1988.Foi eleito pela Revista Autoesporte o Carro do Ano de 1978. Na época seu único concorrente era o Volkswagen Fusca que, tinha um desempenho e consumo inferiores. Porém a mecânica sofisticada do 147 na época demandava mais conhecimentos técnicos para sua manutenção, como a troca mais frequente da correia de distribuição (40.000 km), acarretando sua “má fama” devido a inobservância dos proprietários a esses aspectos. Seu câmbio foi criticado por apresentar maior dificuldade para encontrar as marchas em suas primeiras versões, problema que foi em parte solucionado pela Fiat a partir dos modelos de 1984.

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